Daí que um pai foi detido por bater numa criança de 3 anos, na escola, com cinto. E os comentários da notícia me assustaram tanto quanto ela.
E antes de eu ter filho, eu dizia que ia bater na minha filha, que eu apanhei e foi bom e tals.
Pode ser que a minha opinião mude, mas hoje não consigo me ver fazendo isso. Lara tem 1 ano e 6 meses e ENTENDE o que a gente fala para ela. E se eu converso o bastante, ela obedece. É óbvio que às vezes dá birra (e eu não tenho NENHUMA paciência), e na rua eu me envergonho quando ela dá um grito. Mas eu converso e ignoro. Converso e ignoro. "Não fala chorando, explica para a mamãe que você quer isso". E ignoro gritos para chamar a atenção, que, eu sei, estão só começando.
Mas eu acho que não baterei na minha filha. Hoje, eu acho que esse não é o melhor caminho.
Primeiro, porque essa é a minha filosofia de hoje. E depois, por que eu vejo o resultado claro disso. Sério, repare: os que comentam dizendo que "apanharam muito e nem por isso são traumatizados" são sempre os mais sequelados.
Sei não, melhor conversar.
PS: Foi meio assim com a questão de "deixar chorar". Uma ou outra vez, no desespero, eu falei que ia deixar a Lara chorar até dormir. Mas aí comecei a reparar. Gente que eu conheço que deixou o filho chorar quando bebê têm problemas de sono com eles com 4, 5, 14 (!!!) anos. Os que eu conheço que não deixaram, não têm!! Tudo bem, a estatística é distorcida, mas isso foi o suficiente por eu continuar não deixando chorar.
Jornalista, gosta de moda, maquiagem e televisão, mulher do husband e, principalmente, mãe da Lara.
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sexta-feira, março 09, 2012
segunda-feira, março 05, 2012
Como funciona a mente masculina
Desde que a Lara entrou na escola, marido é o responsável por busca-la e dar o jantar (que a empregada deixou previamente congelado). Eis que estou eu, naquele horário conhecido pelos jornalistas como fechamento, correndo horrores, quando ele me liga:
Marido (indignado): Não tem comida nenhuma para dar para a Lara nesta casa!!!!
Eu (irônica): Nooooossa, sério?? E agora, o que você vai fazer???
Marido (depois de pensar um pouco): Levo ela para a minha mãe???
PS: Se você é pai, a resposta certa seria:
a) Farei a comida dela from scratch (ganha cinco estrelas)
b) Levarei a menina em um restaurante (ganha três estrelas)
c) Comprarei uma papinha nestlé (não ganha nenhuma estrela, mas também não vai parar no conselho tutelar).
Marido (indignado): Não tem comida nenhuma para dar para a Lara nesta casa!!!!
Eu (irônica): Nooooossa, sério?? E agora, o que você vai fazer???
Marido (depois de pensar um pouco): Levo ela para a minha mãe???
PS: Se você é pai, a resposta certa seria:
a) Farei a comida dela from scratch (ganha cinco estrelas)
b) Levarei a menina em um restaurante (ganha três estrelas)
c) Comprarei uma papinha nestlé (não ganha nenhuma estrela, mas também não vai parar no conselho tutelar).
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terça-feira, fevereiro 14, 2012
Lara vira para mim e pede: “mãe, pão”. Eu dou e ela diz “deíça (delícia)”. Morde uma vez e me devolve: “té não, uim (ruim)”. Quem foi que deixou essa menina cheia das palavra aqui em casa?
Brinca sozinha e eu me delicio olhando. Levanta a calcinha da boneca e fala “tá di cocô”.
Diz “vaca muuuu, igal (legal), ovo (de novo), vaca muuuuu”. Ela mesmo pede para repetir, posso com isso?
E as palavrinhas vão mudando e ganhando mais letras. Caco já virou macaco, Fafá agora é giafa. Fala meleca com todas as letras e adora falar o “lé”, repete várias vezes. Acho uma sílaba tão difícil, hehe.
PS: E Lara está adorando a escolinha!! Na primeira semana, ficou com a gente nos três primeiros dias. Ficava bem, mas logo chamava “mamãe, mamãe”, me via e se tranquilizava. No terceiro dia, levou uma mordida, e eu chorei mais do que ela. Ela falava “o neném, o neném”, sem conseguir acreditar que o neném tinha feito aquilo.
No dia seguinte, já tinha esquecido, ficou pela primeira vez sozinha e ficou bem. Na semana seguinte foi o resto da adaptação, duas horas por dia, chorava na hora que eu a deixava mas antes mesmo de eu ir embora já se distraía. Agora, corre para a sala para abraçar a professora, a quem parece adorar, e brinca muito.
Hoje fiquei esperando a chuva passar e espiando a turma dela detrás de uma árvore, e a vi brincando feliz, correndo atrás de um amiguinho, rindo à beça. Tomara que continue assim.
E eu estou adorando ser mãe de aluna, vejo a agenda feliz todos os dias, sigo direitinho o cardápio que eles pedem (que eu AMEI, suco de beterraba e pão caseiro sem leite para a Lara!!), mal posso esperar para mandá-la fantasiada no baile de carnaval!
Brinca sozinha e eu me delicio olhando. Levanta a calcinha da boneca e fala “tá di cocô”.
Diz “vaca muuuu, igal (legal), ovo (de novo), vaca muuuuu”. Ela mesmo pede para repetir, posso com isso?
E as palavrinhas vão mudando e ganhando mais letras. Caco já virou macaco, Fafá agora é giafa. Fala meleca com todas as letras e adora falar o “lé”, repete várias vezes. Acho uma sílaba tão difícil, hehe.
PS: E Lara está adorando a escolinha!! Na primeira semana, ficou com a gente nos três primeiros dias. Ficava bem, mas logo chamava “mamãe, mamãe”, me via e se tranquilizava. No terceiro dia, levou uma mordida, e eu chorei mais do que ela. Ela falava “o neném, o neném”, sem conseguir acreditar que o neném tinha feito aquilo.
No dia seguinte, já tinha esquecido, ficou pela primeira vez sozinha e ficou bem. Na semana seguinte foi o resto da adaptação, duas horas por dia, chorava na hora que eu a deixava mas antes mesmo de eu ir embora já se distraía. Agora, corre para a sala para abraçar a professora, a quem parece adorar, e brinca muito.
Hoje fiquei esperando a chuva passar e espiando a turma dela detrás de uma árvore, e a vi brincando feliz, correndo atrás de um amiguinho, rindo à beça. Tomara que continue assim.
E eu estou adorando ser mãe de aluna, vejo a agenda feliz todos os dias, sigo direitinho o cardápio que eles pedem (que eu AMEI, suco de beterraba e pão caseiro sem leite para a Lara!!), mal posso esperar para mandá-la fantasiada no baile de carnaval!
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