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quinta-feira, abril 25, 2013


Aos poucos eu vou me sentindo melhor em Curitiba.

Tem muito a ver com o fato de eu ter uma pessoa para ficar com a Lara duas noites por semana, quando saio como adulta, confesso. Preciso, sempre precisei, desde ela bebê que eu a deixava dormindo pra ir no restaurante da quadra. Deixo dormindo até hoje “mamãe vai no restaurante de adulto”, ela dorme a noite inteira, mas sabe que eu vou dar uma saidinha. Às vezes eu saio de casa 23h, às vezes nem quero sair, mas me forço, vou, e sempre é bom.

Tem a ver também com eu estar trabalhando mais. Dias cheios me alegram, apesar de eu não ter conseguido estabelecer uma rotina. As propostas de trabalhos fixos não compensaram ter que ficar oito horas longe de casa, então continuo como freelancer, o que tem sido uma surpresa boa. Os contatos que eu fiz pelos anos têm rendido muito, muita coisa aparecendo, dá para fazer um dinheirinho e ficar mais tempo com Lala. Ainda sinto falta de me arrumar para sair diariamente, mas passo o dia no facebook (tenho que reduzir) e no whatsapp (ditto), então até parece que tenho colegas de trabalho.

Tem muitíssimo a ver com a minha especialização ter começado e eu me sentir com um propósito na vida de novo. Vou fazer a especialização, que é preparatória para a prova do mestrado, não é um propositão? Me sinto tão inteligente sentada  naquelas cadeiras, é tão bom.

E assim vamos indo. Aproveitando o máximo a cidade, fazendo amizades devagarzinho, está melhorando. Demora, porque para mim foi um luto terrível, principalmente o deixar o meu emprego. Foi como uma pequena morte, e eu ainda choro ao lembrar do que eu deixei para trás. Mas vamos renascendo. 

PS: Mas tem coisas que são simbólicas, né, Freud explica. Ainda não consegui mudar a cidade que moro no Facebook. Lembro que, quando voltei de Londres, fiquei "morando" na Inglaterra no Orkut (era 2005) por muito tempo ainda. Vai entender. 

quinta-feira, fevereiro 14, 2013


Em algum momento minha filha virou uma criança e eu nem vi.
Fico aqui, boquiaberta, vendo essa menina grande, de pernas compridas, cabelo grande e mil palavras. E só me lembro que era um bebê, meu Deus, ainda ontem. Em que momento você cresceu tanto, filha?
E as preocupações são outras, né? Era mais fácil quando era cólica, sono, comida. E as respostas para as preocupações com o desenvolvimento da criança não estão nos blogs, não estão nos livros, não estão nos grupos de discussão. Cadê?
Sua esperteza e desenvoltura, que tanto enchem de orgulho meu lado mãe de miss, também me assustam, filha. E se você sofrer por causa disso? E se não tiver maturidade para lidar com esse mundo de palavras e brincadeiras que você quer perseguir? 
Quero te poupar, te manter bebê, mas você tem asas. Será que eu te estimulei demais? Ou você já nasceu assim, livre, que nem a mamãe ouviu tantas vezes ter nascido.
Não quero que você seja a criança-adulta que eu fui, não quero que pule etapas, quero que vá devagar, no seu ritmo. Mas que ritmo rápido é esse que a gente rebola para acompanhar?
Sua felicidade aquieta meu coração. Mamãe se preocupa com tudo, como pode? Você correndo feliz com as crianças maiores, mamãe preocupada. Chega um bebê e você brinca também, mamãe alivia. Como se dependesse de mim te manter criança. 
Escondo os batons e as maquiagens, escondo a programação infantil da televisão, é suficiente? 
Te poupo do mundo ao mesmo tempo que te crio assim, independente. Te pari espoleta e esperta, mas só quero que você seja feliz. 

quinta-feira, setembro 20, 2012


Eu ia escrever um post sobre a adaptação da Lara à mudança na semana passada, dizendo que estava tudo lindo, maravilhoso.
Aí na sexta-feira ligaram um botão da birra aqui em casa e eu ia dizer que estava um inferno, ela chorava pra tudo, comer, dormir, ir pra escola.
Aí ontem e hoje ela não chorou pra ir pra escola e as coisas melhoraram um pouco.
Ou seja, aqui estamos no cada dia com seu sofrimento. A coitadinha chegou animada, foi animada para a escola nova, em três dias disseram que estava adaptada e já ia no horário regular, sem mamãe por perto.
Aí acho que deu um nó na cabecinha, às vezes perguntava “aqui é Basila?(Brasília)”, poor thing.
E não sei se é mudança ou terribles twos, mas está cheia de vontades, deu para chorar quando antes não chorava. Outro dia foi tanto drama na hora de dormir que no dia seguinte já acordou dizendo “eu chorei tanto”. Estou tentando manter as regras, mas dando muito colinho e carinho ao mesmo tempo, conversando, explicando a mudança, contando como foi quando a mamãe teve que mudar de escola (ela adora quando conto histórias minhas, mesmo que inventadas).
Já a minha adaptação está bem mais difícil. Acho que rolou uma depressão básica nos primeiros dias, eu em meio a um mundo de caixas (76 caixas, fora móveis e eletrodomésticos, quem junta tanta tralha!!) só queria deitar, ver TV e chorar. Mudança, carreira, problemas pessoais, todos amontoados em uma bola de neve depressiva.
Longe da Lara, claro, pra não deixar a bichinha mais confusa.  Mas acho que a tristeza acaba passando pra ela, e aí eu choro mais, de culpa, por não estar seguindo meu plano materno à risca, por não conseguir poupa-la de todo o sofrimento do mundo.
Mas estou melhorando. Casa começa a ficar com cara de casa. Fiz matrícula em uma academia, olha só. E vamos ver se eu consigo tocar a vida, concretizar planos, parar de chorar pelo leite derramado.
Enfim.
PS: Fomos no Beto Carrero e na praia no feriado, levamos a Lara na orquestra sinfônica para crianças e nesse fim de semana tem Disney Live! Tem seu upside, ne? 

segunda-feira, agosto 06, 2012

Enxoval


A poucos dias dos dois anos da minha bebê, é oficial: o enxoval da Lara acabou. Eu estou ignorando as calças na metade da canela, os sapatos apertados, os pijamas que deixam o braço todo para fora para esperar passar a festa e fazer um balanço dos presentes ganhados e do que mais precisarei comprar.
A verdade é que eu comprei um bando de roupa no enxoval que fiz em Orlando, e mais um bando que mandava para a casa do cunhado que morava fora. E, gente, a Lara foi a primeira neta, sobrinha, filha da amiga. Comprei tão pouca coisa aqui que mal me recordo onde vende roupa de criança. O vestido do primeiro aniversário, assim como o do segundo, eu tirei dos sacos de roupa guardados no maleiro para serem usados um dia. O do batizado, reformei o que foi meu um dia.
O vestido dos dois anos, eu me lembro, foi o cunhado-padrinho que deu. Eu ri quando ganhei e disse “nossa, vai demorar séculos para ela usar”. Bom, será no próximo sábado, quando a minha pequena faz aniversário mais uma vez.
Agora estou tão perdida que não sei nem por onde começar. Não existe uma lista de enxoval para os dois anos? Tipo aquela “cinco bodies de manga curta/cinco manga longa”?
As roupas que faltam são metáforas dos meus novos desafios. Meus livros falam de como criar crianças até os dois anos. Eu não me preparei psicologicamente para o que me espera. Eu só sabia cuidar de um bebê. E agora, eu só sei que o que vem são os terribles twos. Minha filha está crescendo tão rápido que nem os outlets dos EUA conseguem acompanhar. 

quarta-feira, maio 16, 2012

Eu estou vivendo la vida loca

SEM marido, que, por causa do trabalho, está em outra cidade
SEM babá/empregada que, grávida, está de repouso
COM uma babá/empregada nova que começa semana que vem e meodeos como isso é complexo
COM a Lara que emenda doencinha em doencinha e está no terceiro antibiótico do ano
SEM conseguir marcar consulta em nenhum homeopata que me indicam, não quero mais você alopatia COM uma filha que, por causa dos remédios, teve uma dor de barriga tão forte que a fez chorar de 3h45 às 4h45 sem parar, eu sem saber o que fazer, dei analgésico, remédio para pum, até que um banho de cocô levou a dor embora e ela foi dormindo e dizendo “acabou, acabou”. Eu chorava e tinha ânsia de vômito ao mesmo tempo
COM trabalho porque minhas férias tiveram 40 dias, mas, ainda assim, eles acabaram. Aí toca ter que trabalhar na hora do almoço, arruma alguém para levar a Lara na escola, sai tarde do trabalho, vai buscar Lara na casa da sogra. Aí ou ela já dormiu e não quer dormir nunca mais, ou está cantando “não vai valer, noventa e nooooove*”
COM Damien Rice tocando no som porque não basta estar vivendo um inferno, tem que ter trilha sonora deprimente corta-pulsos
COM Grey’s Anatomy em dia, porque só Shonda Rhimes consegue fazer algo tão dramático quanto eu COM muita comida gordurosa, muita comida congelada, cachorro quente no lanche, muito chocolate, porque eu não tenho marido para me abraçar, então eu durmo abraçada no ovo de páscoa
COM um ponto de interrogação gigantesco na minha cabeça. Should I stay (how?) or should I go (I don´t want to!)

 *música da abertura da novela das

19h PS: E com uma menina que OMG é muito fofa e inteligente, que viaja tanto de avião que se diz igual à barata (aquela que sempre diz que viaja de avião) que já me pergunta “mamãe, tá chorando? Tá feliz?”. que sabe dizer em cada cidade mora seus entes queridos espalhados por esse país!

sexta-feira, março 09, 2012

Bater

Daí que um pai foi detido por bater numa criança de 3 anos, na escola, com cinto. E os comentários da notícia me assustaram tanto quanto ela.
E antes de eu ter filho, eu dizia que ia bater na minha filha, que eu apanhei e foi bom e tals.
Pode ser que a minha opinião mude, mas hoje não consigo me ver fazendo isso. Lara tem 1 ano e 6 meses e ENTENDE o que a gente fala para ela. E se eu converso o bastante, ela obedece. É óbvio que às vezes dá birra (e eu não tenho NENHUMA paciência), e na rua eu me envergonho quando ela dá um grito. Mas eu converso e ignoro. Converso e ignoro. "Não fala chorando, explica para a mamãe que você quer isso". E ignoro gritos para chamar a atenção, que, eu sei, estão só começando.
Mas eu acho que não baterei na minha filha. Hoje, eu acho que esse não é o melhor caminho.
Primeiro, porque essa é a minha filosofia de hoje. E depois, por que eu vejo o resultado claro disso. Sério, repare: os que comentam dizendo que "apanharam muito e nem por isso são traumatizados" são sempre os mais sequelados.
Sei não, melhor conversar.


PS: Foi meio assim com a questão de "deixar chorar". Uma ou outra vez, no desespero, eu falei que ia deixar a Lara chorar até dormir. Mas aí comecei a reparar. Gente que eu conheço que deixou o filho chorar quando bebê têm problemas de sono com eles com 4, 5, 14 (!!!) anos. Os que eu conheço que não deixaram, não têm!! Tudo bem, a estatística é distorcida, mas isso foi o suficiente por eu continuar não deixando chorar.

sexta-feira, julho 29, 2011

Maria del bairro

Aqui em casa, a gente é do núcleo dramático da novela. É sempre com emoção.
Dois meses antes do meu casamento, marcado há mais de um ano, eu descubro que estou grávida. Aí é mudar vestido, mudar destino da lua-de-mel, arquivar os planos de beber uma garrafa de Veuve Clicquot sozinha.
Duas semanas antes da festinha da Lara, tudo marcado, aparece um compromisso inadiavel de husband fora da cidade. Aí corre mudar tudo para o dia seguinte, abrir mão de parte da decoração e de alguns convidados que não poderão aparecer.
Sabe o que eu acho? É a vida me mostrando que, mais importante do que me embebedar no meu casamento é ter a chance de comemorar o início da minha nova família linda e abençoada com 300 pessoas que me amam.
Mais importante do que 16 personagens precisamente esculpidos em biscuit na mesa é a família estar reunida, antes ou depois da festa, não interessa, é todo mundo dando muito beijinho na Lara.
E é assim que, como diz o Douglas (insensato coração, hello!), aqui em casa a gente vai fazendo caipirinha dos limões que aparecem.

PS:É um núcleo dramático leve, graças a Deus, e muito, muito abençoado.

terça-feira, abril 19, 2011

Away

Quando a Lara acorda e eu a amamento, penso nas pautas que eu tenho a fazer e no tanto de entrevista para marcar
Ao sair de casa, quando a Lara faz gracinha *, meu coração se parte e eu quero ficar mais
No trabalho, penso na unha por fazer e em quando é que eu vou voltar para a academia
Quando volto e ela me abraça, penso que tenho que comprar o frango orgânico e marcar uma consulta no dentista
Quando a coloco para dormir, penso no quanto estou cansada e em quando conseguirei dormir até meio-dia de novo
Quando me deito, perco o sono, morro de saudade dela e penso em coloca-la na cama comigo
Dormindo, sonho com trabalho e que alguém colocou açúcar no abacate da Lara
Eu estou sempre em outro lugar.




*é a nova mania aqui em casa. Consiste em dar uma piscadinha charmosa e um sorriso maroto, coisamaislinda!

sexta-feira, abril 08, 2011

Possível


Daí que está rolando uma blogagem coletiva sobre maternidade real (vê aí no lado do blog o tanto de selinho igual a esse de cima). E eu nem pensei em participar porque, oi, eu lá sou blogueira?? Mas quando eu comecei a ler os relatos e vi que é para contar o que você faz de “errado”, pensei, opa, é comigo mesmo!!!
Eu amo a minha filha, não há dúvidas disso. Mas ser mãe mudou a minha vida em todos os aspectos e definitivamente, não são só flores. São muitas flores, mas têm vários espinhos, muitos deles porque eu decidi ser a certain type of mãe. Daquelas que não têm babás “folguistas”, que não têm “ajuda” 24h, que não dá papinha industrializada nem no fim de semana, que só compra verdura orgânica, que se preocupa com o meio ambiente, o futuro, a integridade, o caráter.
Sou perfeita, diz aí?
Não fosse o fato de que:
Eu quero ensinar a Lara a dormir fora do peito, mas no fundo eu torço para ela dormir enquanto mama
Eu quero continuar a rotina do banho antes de dormir, mas se ela dormiu no peito eu comemoro
Eu fiz aquele drama todo por voltar ao trabalho, mas eu estou bem feliz trabalhando e acho que não conseguiria ficar “só” em casa
Eu quero usar fralda de pano, mas ainda não movi um dedo para isso
Eu dei papinha Nestlé na viagem
Eu coloco a Lara para assistir Galinha Pintadinha quando o bicho pega
Eu fico muito mais cansada nos fins de semana
Todos os domingos à noite eu questiono a minha vida, a maternidade, o mundo, choro e falo que vou procurar um psicólogo
Eu bebo um pouquinho de vinho ou uma caipirinha (depois da Lara ter dormido e quando só voltará a mamar dali a umas 10 horas). E isso neeeem se compara ao que eu bebia antes e eu fico triste por não beber mais!!! (AA urgente!)
Se a Lara acorda muito cedo eu tento enrolá-la e não amamento logo para não acostumar (não dá certo, viu?). E ligo a TV “aqui, no Discovery Kids” para dormir mais um pouquinho
Eu adouuuuuro colocar roupinhas peruinhas na Lara (Alô, Estadão? Me liga aí pra fazer uma matéria!)
Eu não vejo a hora de levar a Lara para a Disney!
A Lara SÓ tem brinquedos com luzinhas e tem muito mais brinquedos do que eu queria
Eu morro de ciúmes da Lara e fico feliz quando ela só quer o meu colo
Eu morro de preguiça e me irrito quando a Lara só quer o meu colo
Eu conto para todo mundo que fiz cesárea porque tive hipertensão, e que cheguei ao hospital com a pressão 17 por 14, com quadro de pré-eclâmpsia, e faço um draaaaama (Tudo para justificar o não-parto normal que eu nem sei se teria em outra situação)
Eu ainda estou quase 2kg acima do peso que eu estava antes de engravidar - mas eu não faço dieta como fazia antes e muito menos academia e continuou culpando a gravidez
Eu realmente me questiono se quererei ter um segundo filho (e o meu maior argumento pró é não querer que a Lara seja filha única).
Essa sou eu, mãe. A melhor que eu posso ser!
(Amigas que ainda não tiveram filhos ou estão em processo, desanimam não, ta? Tem muitas flores também, favor ler o restante do blog!)

sexta-feira, janeiro 28, 2011

Eu sempre achei que seria daquelas mulheres que morrem de saudade do trabalho durante a licença maternidade, que não agüentam mais a pasmaceira de ficar só em casa. Até virar mãe. Me digam, como eu vou deixar em casa a coisa mais preciosa que eu tenho no mundo e sair para trabalhar?? Como eu vou largar uma menina criada no peito, em livre demanda, e impor horários rígidos de papinhas?? Como vou confia-la a outra pessoa?
Meu coração dói o dia inteiro, o tempo todo, é pesado demais, difícil demais para mim. Eu não posso e nem quero parar de trabalhar. Mas como poderei fazer isso com a minha filha?? Esse sorriso enorme que ela dá ao me ver me corta o coração. Como vou ficar horas a fio sem vê-lo? Será que ela vai se sentir abandonada? Será que vai sentir a minha falta? Como terei certeza de que a papinha foi feita com higiene, que as dobrinhas todas foram lavadas no banho, que o bumbum está sequinho, que deram água na hora certa?
E eu tentei me preparar, eu a deixei com a babá, saí de casa para resolver assuntos, fiz tudo o necessário. Mas eu não agüentava ficar muito tempo fora, queria aproveitar os últimos minutinhos! Foram tão bons esses meses dedicados exclusivamente a ela, nossas tardes preguiçosas de assistir Por Amor juntas, hehe. Eu sei que eu não posso me dividir em duas, que vou me acostumar, que não sou a primeira a passar por isso. Mas não sei se vou conseguir passar por essa segunda-feira ilesa.

sexta-feira, dezembro 31, 2010

Happy New Year

Acabou o ano mais feliz, mais bonito, mais surreal e mais assustador da minha vida. O ano que me transformou para sempre. Eu comecei 2010 noiva e pronta para as mudanças que o ano traria. Só não imaginava que a minha filha estava dentro de mim - mas intuitivamente bebi muito menos na virada. Em 2010 eu me casei, comprei um apartamento, me mudei. Em 2010 eu enfrentei o meu medo de hospitais, médicos e procedimentos - não muito bem, mas o suficiente.
Em 2010 nasceu a minha filha. A menina mais linda que eu já vi. Corrigindo o post anterior, Lara é um anjo!! Voltou a ser tranquila, a dormir bem tanto de dia quanto de noite, mama direitinho, é linda e perfeita. É minha companheirinha, já fomos à praia só as duas e nos damos super bem. Sério mesmo, a Lara é muito gente boa!!
Em 2010 eu descobri que o meu marido é um pai excepcional. E que, sem ele, eu não passaria nem do parto. Obrigada, meu amor!
Eu descobri o quanto a minha família faz falta. E que vai ser barra ver a Larinha crescer longe deles.
Eu descobri que eu tenho amigos excelentes.
E descobri o quanto a Lara me aproximou de todo mundo.
Sério, ela é muito legal, gente!
Para 2011 eu desejo que a minha filha tenha muita, muita saúde, que a minha casa tenha muita paz e harmonia, que o meu marido tenha seus sonhos realizados, que a minha família tenha muita paciência para viajar muito a Brasília, que os meus amigos continuem sendo tão divertidos. Para o mundo paz e felicidade. Para mim, mais nada. Se tudo o que eu desejei antes se realizar, eu já serei a pessoa mais feliz de todo o planeta.
Feliz 2011 galera!

sexta-feira, dezembro 10, 2010

Blame

O mais difícil para mim é ser mãe e continuar sendo eu. As vezes, me parece errado continuar falando besteiras com meus amigos sendo mãe. Ou gostar de Beyonce e Lady Gaga sendo mãe. Ou ver tutoriais de maquiagem na internet sendo mãe. Ou querer ir a shows sendo mãe. Ou gostar de mojitos sendo mãe. Ou ler a Vogue sendo mãe.
A impressão que eu tinha é que, no momento em que eu me tornasse mãe, me transformaria em uma pessoa serena e equilibrada que descobriu o sentido da vida. Para quem moda, álcool, MAC ou música pop eram coisas extremamente irrelevantes. Mas eu fui mãe e, apesar de profundamente modificada, ainda sou eu.
E eu entro em conflito comigo mesma. Será que se eu tivesse tido filhos com 35 anos seria diferente? Será que eu daria menos valor a essas outras coisas? Ou será que isso também me define e não o fato de ter 27 anos?
Eu sei que é uma grande besteira, que ninguém deixa de ser mulher, vaidosa ou de ter outros interesses porque se tornou mãe. Mas ontem, quando eu fiquei pesquisando as funções dos pincéis que minha irmã trouxe da Argentina pra mim, me deu uma angústia. Era como se eu não pudesse mais querer algo tão fútil como maquiagem. Como se todo o meu tempo e o meu coração devessem ser dedicados única e exclusivamente a assuntos maternos. Eu sei que não deve ser assim, que eu posso também cuidar de mim. Mas ainda assim, confesso que senti.... culpa.

quarta-feira, setembro 01, 2010

Missing you


Minha filha nasceu não só na véspera do meu aniversário, mas também na véspera de completar 10 anos que eu efetivamente me mudei para Brasília. Só hoje eu tenho a noção de que esse episódio foi determinante não só na minha vida, mas na vida da minha mãe e da minha irmã também.

Eu tinha 16 anos e morava em Caldas Novas quando passei no vestibular aqui em Brasília. E minha mãe me deixou vir. E eu me lembro na época as pessoas falando “sua mãe é louca por te deixar ir” e eu só pensava “deixou? Mas eu nem pedi!”. E hoje eu entendo a grandeza desse gesto.

Minha mãe me deixou ir. Me deixou ser. Eu sei o quanto ela sofreu por ficar sozinha para trás com uma filha de 12 anos. Eu sei o quanto a minha irmã sofreu por passar a ser praticamente uma filha única naquele momento. E nem mesmo quando eu ligava chorando minha mãe me pedia para voltar, pelo contrário. Ela às vezes era até dura ao dizer “se você voltar, a gente vai ter que te arrumar um emprego de caixa de supermercado”.

Eu não sei se eu teria essa grandeza, esse altruísmo de deixar minha filha seguir a vida dela longe de mim tão cedo. Tantas vezes eu me questionei se valeu a pena todo o sofrimento por ficar longe da minha família. Para quê? Para estudar, ter uma carreira? Foi sacrifício demais, não?

Mas agora minha mãe fala que eu tive que sair de lá para conhecer o meu marido e ter a Lara. É como se tudo se justificasse de repente, como se não fosse em vão.

E hoje minha mãe foi embora. Dez anos depois de eu ter deixado a sua casa, minha mãe veio me ajudar em um momento tão delicado. Mais do que me ajudar com a Lara, minha mãe me deu banho, colocou minha cinta, me ajudou a me limpar. Minha mãe é minha mãe mesmo após eu a ter deixado por uma década.

E eu estou bem triste hoje por morar longe da minha família. E eu sei que minha mãe, meu pai e minha irmã também estão – e a família do meu marido também , que em grande parte está longe. Lara tem duas tias em Goiânia, uma no Rio e um nos Estados Unidos.

É isso. O meu sonho sempre foi colocar todo mundo que eu amo vivendo pertinho – e eu consegui isso por apenas uma noite, no meu casamento, quando as pessoas se despencaram para Goiânia por nossa causa. Agora, mais ainda, eu queria muito que a minha família e os amigos distantes convivessem diariamente com a minha filha. E vai ser difícil aceitar que a vida não é assim.

sábado, março 20, 2010

Breaking News




O mundo de Lolo mudou. A partir de 27 de março, o mundo passará a ser meu, do marido e do cachorro. E a partir do final de agosto, da minha filha! Eu estou grávida de quase quatro meses!!!
A notícia maravilhosa/choc-chocante abalou o meu mundo de tal forma que eu não tenho idéia de como ele será agora. E de como será esse blog tão abandonado, coitado. Porque eu não sei como será passar de uma só - no meu apartamento de estudante, com as minhas caixas de Sex and the City e minhas músicas de adolescente no ipod - para nós quatro!! Principalmente com a minha filhinha (It’s a girl!!!), que com certeza será muito amada e o centro da minha vida!
Estou superfeliz, mas também com muito medo, de não saber o que fazer, de não saber cuidar dela, de perder minha individualidade, de me transformar em mãe-esposa e me anular como pessoa.
Se ao fazer 26 anos eu passei pela crise de me tornar totalmente adulta, bem, mais adulta do que eu estou agora só se eu tivesse netos!! E já comprei o Mothern porque eu quero ser uma mãe supermoderna, ne??
E é claro que a minha cabeça está a mil, com o fim da preparação do casamento, pré-natal, lua-de-mel, reforma de apartamento…Mas acho que eu estou até mais calma agora, hehe, as coisas estão dando certo e eu quero tanto que chegue logo esse casamento tão aguardado!!! Que será sucedido de 17 dias em New York (concrete jungle where dreams are made of…) que eu nunca fui, mas conheço bem! Quem assiste a tanto Sex and the city, Friends e Gossip Girl não pode dizer que não conhece aquela cidade, né?? Mas agora eu vou lá me apresentar pessoalmente! Já fiz toda a programação baseada em Sex and the City, e botei um jogo de basquete no meio para agradar fiance, kkkkk
E depois para Orlando, para poder comprar o enxoval da minha pequena Suri Cruise!!Porque, se eu uso óculos rosa, imagina a minha filha!!!


PS: Preparativos finais a mil, já está tudo praticamente pronto, só faltam os cardápios, pegar o sapato, vestidos, essas últimas coisas. Já comprei um brinco lindíssimo! Ah, e falta uma calcinha, kkkkkkkkkk

PS2: Fotos do meu chá-de-panela que foi animadíssimo, com muitas comidas gostosas e muitos presentes legais! E hoje será minha despedida de solteiro, porque eu estou grávida but I still like to party!!!

quarta-feira, fevereiro 03, 2010

Nightmare


Essa noite tive um sonho tão real quanto agoniante. Sonhei que era o dia do meu casamento e só estava pronto o que já contratei até agora. Ou seja, não tinha bem-casado, não tinha vestido de dama, não sabia como seria a decoração, meu vestido era só o que eu vi na primeira prova.
Foi horrível, eu ficava perguntando para todo mundo "hj é dia 27, tem certeza???". E desesperada, me perguntando "como eu fui deixar isso acontecer???".
A situação era tão bizarra que eu, no meio do meu sonho, parei e pensei: "não tem como isso ser verdade! É sonho, acorda!!!".
E eu acordei, hehe.
Depois dormi de novo e sonhei que fiance tinha detestado o meu vestido e que meu casamento tinha passado e eu não me lembrava de nada. kkkkkkkkkkk
Nervosa, eu? Magina!

sexta-feira, novembro 13, 2009

Natal


E eu adoro Natal, né. Mas neste ano está me dando uma agonia-taquicardia-desespero ver papais noéis gigantes na rua, anúncios de natal ou emails de confraternização de fim de ano porque me lembra que 2009 tá acabando e 2010 ta aí e que, aí também está o meu casamento. Que eu quero muito que chegue, mas né, a lista de "to do" continua grande, qual seja a taquicardia.
Mas vendo fotos de árvores de natal por aí me lembrei de uma da minha infância. Mamis sem dinheiro para comprar bolas e enfeites, mas muito criativa, comprou duas caixas de chocolate e pendurou cada chocolatinho na nossa árvore como se bolas fossem. Foi a árvore de maior sucesso na rua inteira, todo mundo ia lá diariamente para tentar pegar uma bolinha, o que era proibido até o Natal. Foi com certeza a árvore mais simples de todas, mas, para falar a verdade, é a única de que eu me lembro perfeitamente.


PS: Apaixonada por essa árvore branca!!

terça-feira, outubro 06, 2009

Just a blue day

Cansada de pessoas que acham tudo difícil. Cuja prioridade é a rotina de sempre, de sempre e que não são capazes de dar um passo fora dela em prol do bem comum. Eu assisto filmes que eu não gosto em prol do bem comum. Eu vou à África em um fim de semana, eu convivo com pessoas que eu não gosto. Em prol do bem comum, que muitas vezes não é o meu. Mas se é o seu e você é meu amigo, eu topo.
Cansada de tanto egoísmo. De pessoas que são amigas em um dia but not so much no dia seguinte. Dependendo da conveniência, of course. Estou cansada de continuar vivendo no segundo grau. Com tanta loucura ao alcance das mãos. Quero me cercar de pessoas altruístas, divertidas, honestas e amigas. E só delas.

quarta-feira, setembro 16, 2009

Not me

Na concessionária:
"Então, você que é casada (sic), o seguro é mais barato. Porque a mulher casada não vai ficar saindo à noite, né, indo para barzinho".
Pessoa que não me conhece, hohohoho.

quinta-feira, setembro 10, 2009

Fim

Quando você faz a lista de convidados do casamento, geralmente mais de um ano antes da data da cerimônia, você não imagina o quanto vai mudar. Não porque você vai se lembrar de pessoas que deixou de fora ou porque vai ter que cortar alguém para que não vire uma festa enorme. Isso você já prevê. O que não imagina é que casais vão se romper e quem tinha direito a um "plus one" vai perdê-lo. O que não imagina é que pessoas queridas vão morrer. É o ciclo da vida na minha planilha do excel.

terça-feira, setembro 01, 2009

Dreams

Eu vou mudar de área no trabalho e passarei a ficar em um outro prédio. Nessa noite, eu sonhei que eu estava nesse prédio novo e, para subir e descer, só tinha uma grade que você descia como quem desce uma parede de escalada. E eu tinha que fazer isso com um monte de vestido de noiva na mão. Não conseguia e eu e os vestidos despencamos lá de cima. Não precisa ser Freud para interpretar essa, né?