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segunda-feira, janeiro 20, 2014

Tales of a 3 years old


- O pai pergunta o que ela vai lhe dar de presente de aniversário.
Lara responde: “Um livro e um DVD do Chico Buarque”.
Cataploft (mãe caindo de orgulho)

- Deu agora para mentir. Lara tem duas primas gêmeas menores que ela, a Bia e a Alice. Um dia ela mesma estragou um enfeite de Natal e veio correndo me contar:
“- Mamãe, a Bia estragou a bola da árvore de Natal.
- Lara, não foi a Bia, nós duas sabemos muito bem quem foi.
- A Alice”
Tive que virar para o Lado para poder rir sem perder a autoridade.

No meio de uma conversa de adultos, Lara pergunta o que é esquerda (no sentido político da palavra).
Pega de surpresa, eu me saí com essa: "Esquerda são pessoas que dividem os brinquedos igualmente. Direita são pessoas que acham que a criança que correu mais rápido e pegou o brinquedo merece ficar com ele". Lara respondeu: "eu sou esquerda, mas não quero dar minhas bonecas para as crianças pobres".
Esquerda caviar. 

- O pai volta pra casa do barbeiro.
“- Papai, você cortou o cabelo?
- Cortei, você gostou?
- Não, eu vou rezar pro papai do céu deixar do jeito que estava antes”
Acaba com a autoestima paterna.


segunda-feira, janeiro 06, 2014

Companheirinha



Estamos aqui na DPF – Depressão pós-férias. Voltar para a cinzenta e chuvosa Curitiba depois de 15 dias de céu ensolarado em um périplo que incluiu Brasília, Goiânia, Itaberaí (GO) e Rio de Janeiro, minha gente, não é fácil. Mais difícil ainda é não deixar a DPF passar pra pequena, haja playdate!!
Estava com medo de ser muita cidade pra pouco tempo pra baixinha, mas a menina é a nossa companheirinha, não é a toa que ela ganhou o apelido. A menina vai pra cima e pra baixo e se esbalda, gosta demais de uma bagunça, quem sai aos seus...
Foi a atração das festas de Natal brasilienses, dormiu na casa da minha amiga (com o amiguinho) pra mãe poder beber festejar um dia em uma Brasília avóless, se esbaldou em Goiânia com a avó (gente, eu não dei um banho, um almoço, um leite!!!), se divertiu à beça no Natal com as primas grandes que a deixavam ganhar todos os jogos e a maquiavam (pense em uma menina que realizou todos os sonhos!), deixou comida para o papai noel, ganhou uma bicicleta bem pequena (eu tenho trauma que meu pai me deu uma bicicleta que eu demorei uns cinco anos pra conseguir andar), mas gostou mesmo foi do equipamento de proteção que ganhou da tia, hohoho.
E depois, uma semana de Rio de Janeiro. Foi a vez que mais aproveitou a praia, disparado! Só queria saber do mar, e não servia o rasinho, queria ficar no fundo. Aprendeu a furar onda, a fechar bem a boca para não engolir água, o pai fez uma ginástica danada, porque eu até entrei na água que este ano estava quentinha (confesso que nos outros anos eu nem testei), mas em uma das poucas vezes que consegui segura-la na água, levei um caldo enorme, no que ela levantou e disse “mamãe, esse foi radical”, hohoho.
A gente aproveitou também, muitas festas, muitos amigos, Lara com os avós, papais na gandaia, kkkkk.
Ela, por sua vez, adorou o réveillon, foi ver os fogos em Copa, tapou os ouvidos para não ouvir o barulho e ainda reclamou quando acabou. Na volta, disse no colo do pai “papai, minha pilha acabou”. Fechou os olhos e dormiu. Até quase meio-dia, que era o horário que acordava todo os dias. Um milagre de verão.



2014,seja bonzinho com a gente. Quero muita saúde. Muito trabalho. E minha família unida. Tks.  

terça-feira, setembro 17, 2013

Lara passou três semanas em Brasília, e lá é um tal de dormir com a avó, dormir com a tia, dormir com as primas. Volta pra casa, é um custo fazer a menina dormir a noite inteira em sua própria cama.
Tem noite que ela vem pra nossa. Tem noite que me chama no quarto dela. E eu vou tão zumbi que às vezes acordo lá e nem me lembro de ter saído da minha cama. 
Sei que um pedaço dessa noite eu dormi na cama dela. E nesse ínterim, eu sonhei com o casamento da Lara. Lara era adulta e se parecia com uma modelo de editorial da Vogue Noivas. No sonho, nós escolhíamos o convite, que era lindo, perolado com um contorno azul marinho e tinha uma sobrefolha com as iniciais de Lara e do meu genro imaginário em azul marinho. Sonhei até com a empresa onde escolhia o convite. 
Sonhei com as damas, que usavam luvinhas francesas, com a decoração e com o vestido de Lara. Era branco com uma faixa azul marinho (era tudo combinando!) que tinha um lação que caia até o chão. Os cabelos soltos, naquele estilo baby liss de Gisele. Acordei quando ia me ver, com meu vestido de mãe da noiva, que devia ser fabuloso. 




terça-feira, agosto 20, 2013

Larinha aos 3

Cada dia que eu acordo, parece que deixaram uma criança nova aqui em casa.
Domingo, fomos ao shopping, estava tendo um negócio da Galinha Pintadinha e lá fomos tirar foto com ela. Quando eu ergui a Lara pra tirar a foto, vi que ela olhou dentro do bico do galináceo. Pouco depois, ela pergunta "mamãe, ela é gente, né?".
Acabou a fantasia?

Outro dia, ela perguntou: "cadê o menino que casou com a vovó?". Meus pais são separados e ele é casado com outra "vó". Falei que ele tinha sido casado com a minha mãe e ela arregalou os olhos. Expliquei que eles se separaram. "Por que?". Às vezes as pessoas se separam. "Por que?". Pergunta para a vovó. Ela tem me pegado de surpresa, preciso me preparar melhor!!!

E o melhor é que ela vem agora contando tudo o que acontece na escola. (Fala o dia inteiro, até a coitada da professora já disse que ela é a tagarela da sala). Outro dia, disse que o amiguinho X. tem um cavalo chamado Petissa que fica no haras (!!!). Nunca tinha pronunciado a palavra haras na frente dela!! Depois, disse que quer ir na Ilha do Mel - que também nunca foi citada aqui em casa - porque o Y. tem uma casa lá? Eu aguento???